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ACM Neto aguarda definição nacional para fechar composição de chapa majoritária de José Ronaldo

O prefeito e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, afirmou nesta terça-feira (17) que aguarda a definição nacional do partido para definir as alianças e os nomes para a composição da chapa majoritária do pré-candidato ao governo da Bahia, José Ronaldo (DEM), nas vagas de vice e ao Senado antes do dia 5 de agosto, que é o prazo final para a convenções partidárias. Ele ponderou que o assunto estará em pauta em uma reunião entre quarta e quinta desta semana.

“O nosso tempo é o nosso tempo. Eu tenho colocado, inclusive em conversas com alguns deputados federais, que primeiro aconteça a decisão nacional do Democratas, até pra que a gente saiba qual o caminho que nós vamos seguir na eleição presidencial. Em seguida, nós estaremos prontos para tomar a nossa decisão aqui na Bahia”, disse ACM Neto.

Neto ponderou que o cenário eleitoral no Estado depende do apoio e da oficialização de alianças pelo partido no âmbito nacional, que serão essenciais para definir a coligação. “Acertamos que a data da convenção na Bahia será dia 3 de agosto, antes do prazo final, que é dia 5. A convenção nacional do Democratas ocorrerá no dia 2 de agosto. Portanto, nós estamos perfeitamente seguindo o cronograma sem ter que ter pressa. Nós já temos o nosso candidato a governador que está trabalhando. Continuaremos nessa agenda intensa de pré-campanha de Zé Ronaldo, já com Jutahy como pré-candidato ao Senado, e aí, agora a partir dessas definições nacionais nós vamos ter o ajuste dos detalhes para o fechamento da chapa na Bahia com a apresentação do candidato a vice-governador e do segundo candidato ao Senado”, ponderou Neto.

A depender da aliança nacional que deve influenciar na disputa baiana, o prefeito de Salvador, ACM Neto, deixou claro na semana passada que o anúncio da chapa local só deve acontecer após o Centrão, – bloco de partidos liderado pelo DEM e composto por PP, PRB e Solidariedade – anunciar quem apoiará na corrida presidencial. Para ele, principal articulador político da oposição no Estado, a definição estadual depende do apoio nacional. Segundo Neto, a chapa na Bahia tem que ter um desenho político e eleitoral, de acordo com a definição e oficialização da aliança nacional.

O pré-candidato do DEM, José Ronaldo, que lidera o processo de construção de chapa, disse ao A TARDE que, além da cabeça da chapa e da pré-candidatura de Jutahy Magalhães Jr., já existe um terceiro nome definido na composição, apesar de não ter sido anunciado, estando muita coisa ainda no campo das cogitações e especulações. “As coisas avançaram muito na última semana. Já temos o quarto nome bem encaminhado. O anúncio pode ser a qualquer momento. Estamos trabalhando com prioridade sobre essas questões. Antes, estávamos tratando de forma mais superficial. Agora demos profundidade às discussões”, disse, sem antecipar, no entanto, quando divulgará o desenho da aliança eleitoral de oposição.

Definição de aliança nacional

Em nível nacional, os partidos políticos entram na reta final para definir suas alianças na eleição presidencial. Nesta semana, eles vão intensificar as negociações que podem resultar na definição de apoio entre Ciro Gomes (PDT) ou Geraldo Alckmin (PSDB). Afinal, a partir da sexta-feira (20) começa o prazo para as convenções partidárias. Nesta semana, a convenção mais importante será a do PDT, que oficializará Ciro Gomes como candidato. As de outras legendas com candidato próprio ficaram para o início de agosto, perto do prazo final, dia 5, à espera das definições das alianças para disputa presidencial. Nesse meio tempo, os partidos que não terão candidato próprio podem definir o rumo da eleição.

Depois dos jogos da Copa do Mundo na Russia, as atenções estão voltadas à disputa eleitoral sobre como os partidos vão se posicionar diante do cenário eleitoral. O DEM que lidera o chamado Centrão, composto pelo bloco de partidos como PP, PRB e Solidariedade, não descarta apoio entre Alckmin e Ciro na disputa presidencial.

“Em todas as conversas que a gente vem tendo, não se cogita nesse momento deixar de declarar apoio a um candidato. Essa é um opção que sempre poderá existir, mas eu diria que é a última. Eu acho que não vai acontecer isso. A tendência é que a gente defina sim o apoio por uma candidatura. Vamos ter conversas que vão acontecer amanhã à noite e na quinta-feira ao longo do dia. Eu entendo que esse processo está chegando no seu momento decisivo. Pode ser que uma decisão seja tomada já agora essa semana ou no máximo na outra semana, mas eu entendo que todos os elementos estão aí na mesa. Os últimos que faltam, eu acho que ficarão claros ao longo do dia de hoje, o que portanto, nos permitirá na noite de quarta-feira e ao longo do dia de quinta-feira ter todas as condições e conhecer todas as variáveis, e aí, caminhar para tomar uma decisão”, explica.

O partido comandado por ACM Neto tem dois nomes para serem apreciados pelos democratas em convenção, que podem decidir pelo apoio e aliança a um dos dois pré-candidatos já postos.

“Eu posso falar pelo Democratas. Nós estamos conversando com outros partidos no campo do centro da política brasileira. A nossa perspectiva é que, não apenas o Democratas, mas pelo menos, quatro partidos possam marchar juntos na sua decisão”, disse Neto.

‘Alinhamento e compatibilidade de propostas e programas em defesa de uma agenda para o Brasil’

O DEM está dividido entre Ciro Gomes e Geraldo Alckmin. No último sábado (14), o grupo se reuniu com Ciro Gomes. Na pauta, as preocupações programáticas do DEM, que não abre mão de mudar a reforma trabalhista, como promete Ciro. Foram também discutidas definições claras do pedetista sobre o ajuste fiscal. Há um receio de que ele possa acabar com o teto dos gastos públicos. Ciro prometeu fazer ajustes no seu programa para atrair os partidos do Centrão, que virou Blocão.

Apesar de afirmarem que querem definir uma posição única, há uma possibilidade de divisão do grupo, principalmente, porque o DEM considera que, pelo seu passado e histórico político, não faria sentido se aliar a Ciro, mas a Alckmin. O problema é que há sérias dúvidas dentro do partido sobre a viabilidade eleitoral do tucano.

“Como esse processo praticamente se afunila entre duas hipóteses: Ciro e Geraldo Alckmin, é importante entender que a plataforma, o plano de governo e as propostas de Geraldo Alckmin integram um campo político do qual nós já fazemos parte. Com Ciro, queremos saber se é possível, de fato, avançar para uma eventual aliança. Antes, é preciso saber se há compatibilidade entre propostas e programas. Não imaginem que nós vamos negociar nada com candidato a presidente da República que não tenha esse alinhamento programático, ou seja, uma agenda para o Brasil. A minha preocupação é apenas essa de ter uma agenda para o Brasil. Nós não estamos tratando e nem vamos tratar de cargos, de participação em governo, de absolutamente nada, é apenas uma agenda para o Brasil. É natural que os nossos técnicos estejam conversando com os técnicos de cada um dos pré-candidatos com o objetivo de avaliar a compatibilidade dessa agenda e dessas propostas. Sem isso, nenhum deles terá o nosso apoio”, defende Neto.

Preferência entre Alckmin e Ciro

No DEM, ACM Neto tem se refutado em declarar de público sua preferência por algum candidato à presidência e reforça em dizer que essa decisão será estabelecida de forma coletiva e não individual dentro do partido. “Ninguém ouviu da minha boca que eu prefiro A, B ou C. Eu não tenho estabelecido publicamente nenhum tipo de preferência. Até porque como presidente do partido, eu tenho a obrigação de traduzir o sentimento e o desejo da maioria do partido, e não apenas a minha opinião. A minha opinião ela tem sido colocada de maneira aberta e transparente nas conversas que a gente vem tendo, mas não há de se antecipar nenhum tipo de preferência, porque são debates internos. A ideia nossa é que uma vez tomada a decisão, ela possa ser apresentada publicamente e validada como uma decisão coletiva e não individual”, responde.

Do outro lado, da esquerda e centro-esquerda, o PSB segue sendo disputado por PT e PDT. Diante da divisão dentro do partido, a tendência é que o partido decida não apoiar formalmente nenhum candidato. Já o PT pretende fazer sua convenção apenas no dia 4 de agosto, penúltimo dia para definição das candidaturas, quando deve lançar oficialmente o nome de Luiz Inácio Lula da Silva. O MDB vai fazer seu encontro dois dias antes, no dia 2 de agosto, quando tende a formalizar a candidatura de Henrique Meirelles.

Mathias Jaimes e Rafael Santana com informações do G1

Sobre Rafael Santana

Rafael Bonfim Santana é jornalista com experiência em diversos sites e jornais da Bahia com foco em pautas políticas regionais

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