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ACM Neto e João Gualberto articulam entendimento para selar e consolidar unidade das oposições em torno da candidatura de Zé Ronaldo

Com discurso que enfatiza o esforço para unir a oposição em torno de uma candidatura única ao governo do Estado, o prefeito ACM Neto declarou na noite desta sexta-feira (18) que tem mantido conversas com o deputado federal e presidente estadual do PSDB, João Gualberto, atualmente também pré-candidato ao governo do Estado como uma sinalização clara e evidente em defesa da união das oposições em torno do nome do pré-candidato José Ronaldo à sucessão estadual. Ao acompanhar um possível vácuo nas oposições, Neto tem o papel de articular com os partidos do grupo para formatar um plano em conjunto com as oposições em construir chapa ou coligação proporcional ou majoritária para contemplar os aliados em torno de Zé Ronaldo, que já é uma realidade e começa a ganhar força.

Em conversas com João Gualberto, Neto disse que as negociações estão evoluindo e que o PSDB e o DEM devem caminhar juntos em 2018 em torno da candidatura de Zé do Sertão rumo ao governo do Estado.

“Estou acompanhando. Essas conversas estão acontecendo com a minha participação. Eu tive essa semana duas conversas com o deputado João Gualberto. Na semana passada, tive outras duas conversas com ele. É possível até que a gente volte a se encontrar no final de semana. A minha esperança é que até o final da próxima semana, a gente possa anunciar um entendimento entre o PSDB e o Democratas de maneira a juntar e a somar as forças em torno de uma única candidatura”, disse.

Para Neto, o desenho dessa aliança ainda não antecipada e formalizada depende muito mais da condução do PSDB, mas considera que o espírito do PSDB e do deputado João Gualberto é absolutamente convergente e está na mesma direção do que nós pensamos. “Ainda não é oficial, mas está se aproximando de ser oficial. As conversas avançaram muito na última semana, da última sexta-feira pra cá, e nós estamos na expectativa de que as conversas possam ser finalizadas até o fim da próxima semana, mas é claro que a condução de tudo isso está com o PSDB”, pontua.

Ao ser perguntado sobre a possibilidade do PSDB ser descartado da chapa, Neto hesitou nas declarações, transferindo a responsabilidade à Zé Ronaldo, porém, destacou a necessidade da aliança com os partidos marchando unidos como forma de lograr êxito e garantir a vitória desta unidade política. “Eu já disse que sobre esse assunto quem pode falar é José Ronaldo. Ele é o candidato a governador e caberá a ele conduzir as conversas com todos os partidos, inclusive com o MDB. Eu não tenho nem posições e nem vetos. No momento em que decidi não ser candidato, aquele que assume esta posição é quem tem a palavra final a respeito de alianças. Quem pode falar sobre a aliança com o MDB não sou eu, é o candidato a governador José Ronaldo”, desviou.

Com a pré-candidatura de Zé Ronaldo ao governo do estado, a oposição já está em fase de arranjo e formatação em relação ao desenho da chapa proporcional e a majoritária, mesmo após os aliados sofrerem com o impacto da desistência de Neto da disputa.

“Ninguém está vivendo da ressaca da minha decisão. Este assunto já está superado. Logo no dia seguinte quando lançamos a pré-candidatura de José Ronaldo ao governo, nós viramos a página e estamos trabalhando para construir uma chapa competitiva que possa fazer frente ao atual governo da Bahia. Em relação à proporcional, eu acho que o momento agora é dos partidos se fortalecerem internamente, trabalharem para lançar o maior número possível de candidatos. Eu, inclusive, vou fazer esse trabalho junto ao Democratas para estimular candidaturas a deputados estaduais e federais. Acho que os outros partidos devem fazer isso. Se vai coligar ou não vai, qual vai ser a coligação, isso aí não vai se resolvido agora, isso vai ser resolvido lá na frente”, recuou Neto.

Ainda a respeito de formação de chapa, Neto trabalha nos bastidores visando agregar todos os partidos para eleger Zé Ronaldo governador de todo jeito, pois o momento é agora ou nunca. O problema, é saber como será a divisão dos partidos na chapa majoritária que podem apresentar candidatos novos e diferentes sinalizando renovação.

“É óbvio que todos os partidos conversam comigo. Eu jamais me furtei do meu papel de liderança que exerço no grupo. A questão é como nós podemos ajudar na interlocução, mas eu não mando em partido de ninguém. Cada partido tem a sua autonomia e legitimidade. Eu sou um interlocutor para ajudar a costurar. Esse é o meu papel. Essa questão toda de coligações não vai ser resolvida agora. O momento agora é da gente se concentrar na mais ampla aliança possível em torno de um único pré-candidato ao governo da Bahia. Essa é a questão. Essa questão de alianças proporcionais e coligações vai ser resolvida com o tempo. Nós temos até, pelo menos, o fim de julho. Não vai ser a primeira vez e nem a última. Desde que eu me entendo por gente e desde que entrei na política, eu acompanho isso é ajudo a costurar isso. Não tem nenhum bichos de sete cabeças, não tem nada que não possa ser resolvido e não tem nada que me amedronte nesse caminho. Eu acho que agora, os nossos desafios estão mais focados na nossa relação em projeção as pré-candidaturas majoritárias e, na hora certa, nós vamos falar desse desenho das candidaturas proporcionais”, analisa.

Mesmo empolgado com a perspectiva das eleições deste ano, no sentido de trabalhar para estimular candidaturas e ampliar o leque de alianças partidárias como forma de definir um projeto que faça com que a Bahia retome o caminho do desenvolvimento, Neto teme a necessidade de recursos para financiamento de candidaturas. O presidente nacional do Democratas continua firme e forte trabalhando para estimular e consolidar candidatos como grandes surpresas perante o eleitorado baiano como parte do projeto do grupo político de oposição contra a atual gestão estadual e ao governador Rui Costa.

“Cada partido vai ter que decidir seu financiamento. O Democratas, eu como presidente nacional, estou fechando uma formatação que eu vou ter que validar na comissão executiva nacional do partido e nós estamos procurando critério que garanta equilíbrio entre as várias disputas. Nós temos hoje uma pré-candidatura a presidência da República, oito pré-candidatos ao governo no Brasil, oito pré-candidatos competitivos ao Senado, 44 deputados federais no exercício do mandato e mais aproximadamente 29 candidatos a deputados federais com reais chances de vencer as eleições no Brasil inteiro. Nós temos um problema sério que é limite de orçamento. O Democratas cresceu, mas as receitas não cresceram acompanhando o crescimento do partido. Já sabíamos que era assim. A regra é essa e vamos jogar com a regra do jogo, respeitando os limites impostos pela lei e fazendo campanhas que não vão ser campanhas ricas e abundantes em recursos, mas que vão ser campanhas muito abundantes e muito ricas em argumentos e eu acho que é nisso que o partido está apostando. É uma nova política. Essa questão de campanha feita a base do dinheiro, pra gente não vai ser assim”, disse.

Discussão de aliança entre DEM e PSDB nacional

Na polêmica entre os pré-candidatos à presidência da República, Rodrigo Maia e Geraldo Alckmin em relação a união entre DEM e PSDB no âmbito nacional e nos Estados, Neto foi enfático ao afirmar que a aliança entre os dois partidos na Bahia não passa por uma discussão de entendimento nacional.

“A posição nacional do Democratas e do PSDB não tem nada a ver com a Bahia, mas se houver aliança do PSDB com o Democratas em qualquer que seja o formato dela e se o Democratas e o PSDB tiverem candidatos distintos a presidente da República, nada mais natural que o palanque na Bahia possa ser um palanque de ambos. Isso é absolutamente natural. A aliança na Bahia não passa por uma discussão de entendimento nacional”, pensa.

Polêmica em torno do BRT

Em tom diplomático, Neto propõe o diálogo e o entendimento em torno do Bus Rapid Transit (BRT) e ressaltou que o suporte da equipe da Prefeitura tem atuado para discutir e esclarecer amplamente todos os aspectos do projeto que, segundo o prefeito, contribui para facilitar o fluxo da mobilidade da população através do transporte moderno.

“Eu não tenho nenhuma dificuldade de discutir com quem quer que seja. Hoje, nós estávamos discutindo com o Ministério Público Estadual e  Federal. Eu orientei a minha equipe que participe das audiências que estas instituições estão promovendo. O projeto está aí. Eu acho que, às vezes, falta informação. As pessoas não procuram conhecer os detalhes do projeto. Eu tenho a absoluta segurança da funcionalidade desse modal, da importância para 340 mil pessoas que circulam nessa região diariamente e que dependem de ônibus, assim como da sua importância para melhorar o trânsito de Salvador e para resolver o problema de drenagem daquela região. Nós estamos muito seguros em relação ao projeto do BRT e vamos continuar tudo aquilo que foi previsto desde 2013, que passou por muito debate. Quatro audiências públicas foram realizadas, diversas apresentações, inclusive na imprensa, feitas por mim na prefeitura de Salvador. Nós estamos tratando desse assunto há cinco anos. Eu não posso permitir que pessoas que não conhecem a cidade, que não vivem em Salvador ou que querem tirar proveito político venham atrapalhar algo tão importante para a mobilidade urbana de Salvador e para melhorar a qualidade de vida, sobretudo, das pessoas mais pobres que dependem fundamentalmente do transporte de ônibus”, defende.

O prefeito sinalizou que mesmo diante das polêmicas e intervenções promovidas por entendidas, o projeto não será revisto e as obras do BRT não serão afetadas. “Nós não vamos alterar em nada o cronograma das obras. Todos os cuidados foram tomados no sentido de mitigar qualquer tipo de dano ambiental que se possa causar com o BRT”, garante.

Mathias Jaimes e Rafael Santana

Sobre Rafael Santana

Rafael Bonfim Santana é jornalista com experiência em diversos sites e jornais da Bahia com foco em pautas políticas regionais

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