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Alexandre Aleluia e Cezar Leite comentam sobre condenação de Lula e outros assuntos politicos do momento no Programa ‘Direto ao Ponto’ na Rádio Popular FM neste sabádo

Foto: Reprodução Facebook Vereador Alexandre Aleluia

Todos os sábados, a partir das 9 horas, o vereador Alexandre Aleluia (DEM) comanda o programa ‘Direto ao Ponto’, na Rádio Popular FM 100,7 que repercute os principais assuntos políticos em pauta e, também, assuntos de interesse da população. O programa dsste sabado (15) contou com a participação do vereador Cezar Leite (PSDB), que junto com Aleluia e os demais da bancada, comentaram sobre a condenação de Lula à 9 anos e 6 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, comunismo, socialismo,  reforma trabalhista, os seis meses de atuação parlamentar na Câmara na atual legislatura, entre outros assuntos assunos do momento que repercutem no cenário político.

O programa tem uma hora de duração e vai informar e esclarecer a população sobre assuntos políticos diversos e de interesse da sociedade, além de repercutir sobre o que ocorreu nas sessões legislativas da Camara Municipal.

O vereador Cezar Leite (PSDB) foi o convidado do programa deste sábado (15). O tucano aproveitou a oportunidade da visita ao programa de rádio para falar sobre diversos assuntos políticos e sua atuação no Legislativo Municipal os seis primeiros de mandato.

O vereador fez questão de contar um pouco sobre sua trajetória profissional e política. Integrante da base do governo e aliado do pefeito ACM Neto, o tucano frisou que o Executivo deve caminhar de mãos dadas com o Legislativo. Para Cezar, aqueles que se encontram desacreditados com a política possam ver que a política bem executada se torna uma grande ferramenta de justiça e igualdade social, mas lembra que para que isso aconteça é necessário que cada vereador e demais lideranças deixem de lado a vaidade, os pensamentos e intenções partidárias e lutem em prol daquilo que verdadeiramente é prioritário em nosso município, sempre ouvindo as necessidades do bairro, vendo as demandas e coletando informações para que possam ser levadas ao Poder Executivo e, futuramente, cobrar uma solução para essas solicitações.

Durante o programa, Alexandre Aleluia disse que Lula está sendo destruído como um ícone. “Assim como Che Guevara com aquela foto famosa parecendo Jesus Cristo e Lenin também, sempre existe essa figura heróica e Lula era esse ícone e, a partir do momento em que esse ícone está sendo destruído, independente de qualquer análise da sentença, está destruindo todo um projeto. O pessoal do PT sabe disso, sabe que isso acontece e tem medo de isso ser destruído. Por isso que a gente viu uma reação tão fervorosa do pessoal do PT”, analisa Aleluia.

No mesmo assunto, o vereador Cezar Leite disse que sobre a possível inegibilidade de Lula não espera a justiça para isso e não considera digno o ex-presidente disputar uma nova eleição. “Não espero a justiça pra isso, mas para um ex-presidente, que é o primeiro ex-presidente condenado da história, não é digno de ir para uma eleição. Eu acho que o brasileiro tem que começar a colocar a mão na consciência e saber que os políticos envolvidos com corrupção que estão ali já condenados e outros em vistas de serem condenados não merecem o voto do brasileiro. Claro que a gente precisa esperar a justiça”, opina Cezar que arregimenta: “Um recado para o TRF é o seguinte: tem que manter isso, viu”, disse Cezar ao reproduzir a frase dita pelo presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista pelo conteúdo da gravação oculta feita pelo dono da JBS.

Em relação ao fato de Lula ser considerado por alguns analistas como um mártir ao ser preso e quando solto ser eleito novamente, Aleluia disse que a figura do ex-presidente é um fundamento desse projeto. “Sem Lula, tudo se destrói. É um ícone agregador, é o símbolo. Quem acha que o PT surge dos movimentos sindicais, está errado. O PT foi criado pela USP,pela elite intelectual, só que eles precisavam de um ícone para dizer que está representando o proletariado e trouxe Lula como sonho heróico, como sonho do mito e se isso for destruído, acaba o projeto”, disse Aleluia.

No mesmo assunto, Cezar Leite pontuou a discussão sobre socialismo e conservador-liberal. “O liberal-conservador preza muito pelo território, pela nação. “Nós respeitamos a nossa área. Quem quiser vim, pode vim. Nós não somos contra imigrantes, mas desde que cumpra as leis do país. A questão socialista é muito mais do que território, é a pátria grande. Eles pensam muito na questão da religião, como o Islã, que é uma coisa enorme, pensa como Che Guevara fez ao viajar por toda a América do Sul para formar um grande país. É isso que eles pensam. Essas trocas com Venezuela, com Cuba, porque não existe mais o Brasil, existe uma pátria grande, o socialismo, o que é diferente do que a gente pensa. A gente quer prezar pelo Brasil como nossa nação, nossa pátria e o que traz a gente em comum”, disse Leite

A questão do Lula como ícone, Cezar Leite disse que as pessoas não param para ver as coisas ruins que foram feitas no governo do hoje ex-presidente. “Se formos ver, principalmente, no segundo mandato. Ele pegou o primeiro mandato, depois o país estava estabilizado, bem encaminhado, com a equipe econômica com o Henrique Meirelle s, na época, no Banco Central, o Palocci, o ‘Italiano’, que a gente sabe o que aconteceu, mas em 2007 é o ano que o brasileiro não pode esquecer. 2007 foi o ano que Lula fez a emenda do BNDES em que se poderia fazer empréstimos para o exterior, e ai, a Odebrecht caiu matando com as obras de fora, tudo para o desvio; em 2007 foi feita uma emenda para a formação do fundo de investimento do FGTS em que captou esse recurso que seria investido no PAC, e ai, a gente sabe pra onde é que foi parar esse dinheiro. É um absurdo quando a gente fala de FGTS, nessa época, ele colocou para render 3% para poder emprestar dinheiro para empresa grande e o trabalhador perdeu 40% em 15 anos e se fala que o FGTS é o do trabalhador. Eu defendo que esse dinheiro vá para o trabalhador. O trabalhador é quem tem que definir qual o banco que ele quer, sem ser estatal, e qual o fundo ou a poupança que ele queira e não dá para o governo fazer o que quiser; foi nesse ano que Lula fez a emenda das centrais sindicais que, até então, as centrais sindicais não tinham dinheiro e quando se ouve falar que o dinheiro do imposto sindical vai para o Ministério do Trabalho, sabe pra onde é que vai o dinheiro recolhido? 80% vai para sindicatos, federações e confederações, já os 20% que iria para o Ministério do Trabalho para ser revertido em abono salarial, seguro-desemprego, Lula pegou metade desse dinheiro, desse valor e manda para as centrais sindicais e o trabalhador só fica com 10%. Hoje, a central sindical diz que defende o trabalhador e está indo pra rua por causa da reforma trabalhista. Então, as centrais sindicais devem devolver esse dinheiro que é do trabalhador. A imagem de Lula é trabalhada como uma cortina de fumaça, que é o Bolsa Família que corresponde a R$ 27 bilhões, 0,5% do PIB, quando ele rouba muito mais do que isso”, aponta Cezar.

Dentro da mesma análise, Aleluia disse que em 2003, 2004 e 2005 a oposição perdeu muito tempo com o discurso de achar que Lula ou o PT não é mais de esquerda. “O PT não é de esquerda, porque fez a barba, colocou um terno Armani. Uma coisa deve ser entendida. Quando eu falei na tribuna sobre comunismo, o que importa é a prática. As pessoas tem uma visão de ficaram apegadas a ideologia. O que aconteceu foi um processo revolucionário, porque sabia que não poderia fazer tudo de uma hora pra outra em 2003. Por isso, colocaram Henrique Meirelles para controlar a mídia, a Ancine, a imprensa montando os blogs, criando uma estrutura, uma cultura progressista que eles pensam e impondo novos valores a sociedade, mantendo uma política fiscal austera com inflação baixa e os liberais da época de direita achavam que estava tudo resolvido e não precisava se preocupar, enquanto isso, estavam montando o Foro de São Paulo, pegando o BNDES para fazer toda essa estrutura de bloco comunista e pronto. Essa visão binária que a gente não pode continuar tendo. A gente tem que olhar as coisas como são. A gente não pode analisar e classificar tudo com julgamento ideológico”, disse Aleluia.

Os vereadores comentaram sobre uma pesquisa que aponta que 60% da população quer que o país dê certo independente da posição político-ideológica. Dentro do assunto, Cezar Leite citou como exemplo o prefeito ACM Neto, que teve na útima eleição 74% de votos e 85% de aceitação. “Isso mostra que o povo quer saber se o resultado está sendo entregue. Se está tendo resultado bom, boa saúde, boa educação, boas condições de vida, é isso que o povo quer. É o que eu e Alexandre seguimos, que é um pensamento filosófico de direita, liberal-conservador, que nós gostamos disso e acreditamos nessa parte filosófica, como os opositores acreditam no socialismo. Isso é uma coisa macro que a gente pensa, mas o que o povo quer é o resultado. O povo brasileiro é de centro”, disse Leite, que foi indossado por Aleluia. “O povo brasileiro quer preservar as instituições, a família, quer ter ordem, quer ter segurança, quer ter suas tradições preservadas, suas liberdade, liberdade de trabalhar e ser feliz, é isso que as pessoas querem. Ninguém quer essa imposição de valores novos que estão surgindo, o que não tem nada a ver com que o brasileiro pensa”, disse Aleluia.

O vereador Aleluia repercutiu às criticas feitas pelo deputado federal José Carlos Aleluia (DEM) sobre as subnotificações de assaltos à coletivos apresentados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA), além de denunciar o fato junto ao Ministério da Justiça, órgão que declarou que vai apurar a denúncia.

“O que acontece na Bahia é realmente isso. Existe uma subnotificação, isso é fato, e também no Brasil existe uma subnotificação de homicídios. Eu falei em plenário que o número de homicídios na Bahia não é de 6 mil, é um número maior, é 7 mil e chega a quase 8 mil. Eles inventaram uma linha denominada de ‘mortes violentas com causa indeterminada’. O exemplo que tem no Atlas da Violência é de Barreiras, onde, conforme o Atlas, foi registrado apenas 1 homicídio. Qualquer pessoa sabe que em barreiras não teve apenas 1 homicídio em 2015. Eles colocaram tudo lá na linha da morte indeterminada, uma linha que a gente não entende e esse número é maior. Eu acho que na Bahia, no Brasil e em qualquer lugar, antes de tudo, para encarar os problemas, tem que ter a verdade. Está faltando verdade nessa história”, disse Aleluia, acompanhado por Cezar Leite. “Essa questão da verdade é uma coisa complicada mesmo e a gente tem que correr atrás o tempo todo. Sobre a subnotificação, não há dúvida nenhuma que há. Há sempre. Eu trabalho em hospital de emergência e a gente ver isso todo dia. Acabei de operar uma pessoa que foi vítima de violência que, pelo que eu constatei, foi o quarto motivo de internação da pessoa por violencia”, relata Cezar.

Uma preocupação mencionada por Cezar é sobre o Planserv em que, conforme o vereador, o governo do Estado não tem entregue uma boa saúde pública e o plano de saúde do servidor tem restrigido o acesso ao atendimento. “O governo do Estado não tem entregue uma saúde pública boa e no Planserv está tendo restrição de atendimento pelas cotas e os hospitais já estouraram as cotas de atendimento há tempos e vários colegas mandam pra mim mensagens, dizendo o seguinte: ‘Cezar, a gente não está podendo internar e operar porque não tem como receber. Só depois de setembro para poder voltar a internar’. E ai, a gente ver o coordenador do Planserv dizer que não há problema, porque os hospitais tem que se ajustar, mas é dinheiro público, é dinheiro que é descontado do salário do servidor. Isso precisa ser entendido. Tem que ter respeito com o servidor público quem tem Planserv e não deixar ele a míngua do atendimento com restrição, humilhado, indo para os hospitais para não ser atendido. O governo tem que vim com verdade, porque quando a gente procura saber dizem que não é bem assim, que não vai fechar e há todo um encaminhamento para fechar, por exemplo, os hospitais psiquiátricos. Eu tenho muito medo com o que vem acontecendo no governo do Estado, que precisa ser mais transparente”, denuncia Cezar.

Ao defender sindicatos sem vinculação ou viés partidário, Aleluia disse que as entidades sindicais viraram o que ele classifica de “puxadinhos” de partidos de esquerda, que tem sido uma máquina partidária, e até, financeira. “Felizmente, com a aprovação da reforma trabalhista, isso ai vai acabar. O imposto sindical acabou. O projeto foi sancionado com o fim do imposto e isso vai ser bom”, defende Aleluia.

Na mesma linha, Cezar Leite, com base em sua experiência no Sindicato dos Médicos (SindMed),  defende também a medida. “Agora, os sindicatos vão ter que fazer brecho ou então buscar o profissional para se sindicalizar e não ser essa vergonha do imposto sindical em que os sindicatos ganham milhões e não defendem de forma adequada. Os sindicatos, para se ter uma ideia, a exemplo do sindicatos dos médicos, defende o médico no varejo e vai contra no atacado, porque financia e ajuda a CTB ligada ao PCdoB que defende o Mais Médicos. Como é que um sindicato que é contra o Mais Médicos financia e ajuda um outro sindicato que é contra o Mais Médicos? Falando como médico, defendo que o sindicato deve defender a classe e não ter vínculo com nenhum tipo de partido e o médico ter o direito de escolher qualquer chapa que venha fazer oposição ao sindicato atual e ter o direito de pedir voto aos colegas. Isso não quer dizer que eu estou partidarizando, eu estou exercendo a minha condição de médico. Os sindicatos terão dificuldades, vão ter que se reinventar e vão ficar os que são fortes e que, realmente, defendam os profissionais”, pensa Cezar.

Os vereadores defenderam também a descentralização da administração municipal, a exemplo do que a gestão do prefeito ACM tem feito com as Prefeituras-Bairro como uma nova forma de governar. Aleluia considera como essencial a iniciativa de descentralizar o poder. “Uma cidade do tamanho de Salvador, é natural que uma gestão prudente e humilde faça, porque a gente vê exatamente o contrário do lado de lá,  da esquerda, que sempre visam uma reação revolucionária e arrogante. A tendência é descentralizar, pois quando se descentraliza, se vê que a cidade é grande e para a prefeitura chegar até o cidadão e representar o cidadão de bem de forma mais próxima é preciso estar no bairro e a Prefeitura bairro é um exemplo disso”, defende

O vereador Cezar compactua com a mesma idéia. “Eu acho que é isso aí.  É estar mais próximo das pessoas, ouvir às pessoas, participar de lá dia a dia e da vida de pessoas. Esse é o papel do gestor. Eu sou muito a favor da descentralização do poder. Inclusive, uma briga que eu tenho e tento motivar as pessoas é que não dá para tanto imposto indo para Brasília. Brasília não pode ter mais de 70% de arrecadação que tem hoje, pois as pessoas vivem na cidade, produzem na cidade e esse dinheiro tem que ficar na mão das pessoas e da cidade para poder expandir mais e a cidade produzir, mas não dá para todo o dinheiro ir para Brasília dita a regra da política brasileira”, disse Cezar.

Dentro da ideia defendida por Cezar Leite de descentralizar os recursos para que uma boa parte não seja enviada para Brasília, Aleluia disse que a maior parte dos cidadãos está distante da capital federal. “O que a gente vê é tanta importância dada ao senador e ao deputado e essa figura de senador e do pessoal que está lá em Brasília é a instituição mais distante do cidadão onde os deputados e os senadores determinam o que vai ser feito, mas eu acredito na proximidade da representação de poder e é isso que tem que ser feito no Brasil, porque 70% do suor do brasileiro indo para Brasília não dá para aceitar”, disse Aleluia.

Ainda no contexto de Brasília, ao citar o exemplo de saúde publica, Cezar Leite defende a descentralização dos recursos públicos para o financiamento no setor. “As coisas tem que ser descentralizadas”, defende César.

Em relação ao tema da saúde, o vereador César comentou as declarações do ministro da Saúde, Ricardo Barros, quando disse que “os médicos fingem que trabalham”. “O PT em 14 anos nunca recebeu as entidades da classe médica e o atual ministro recebeu as entidades médicas em Brasília. Eu fui três vezes em Brasília e aqui em Salvador onde também o recebemos. Ele disse que ia acabar com a questão dos cubanos do Mais Médicos. Tivemos mais colegas médicos inscritos no programa para trabalhar, mas foi dado dado mais vagas para os cubanos. Eles fingem que não sabe, que não tem a tradução juramentada, que é uma Lei Federal em que qualquer certificado ou idioma tem ser traduzido e a Dilma, no projeto Mais Médicos em 2013 bulir nisso. Se o cubano ou venuzuelano apresentar qualquer certificado com a formação dele não é traduzido e, com idioma só, você não sabe se é ou não é médico pelo fato simples de fingir que não sabe. Também, não se pode fingir que a população está sendo atendida; não se pode fingir que queria reduzir de dois depois médicos de dois para um por UPA. Isso é fingir que está atendendo só para ter mais UPAs aqui. É preciso ter muito cuidado na fala, porque eu sei que ele não é profissional de saúde, não é da área e nem é técnico da área, mas tem que ser mais bem assessorado par não ficar ficar falando um monte de pérolas na rádio, criando uma revolta com os profissionais de saúde que trabalham em condições muito ruins. As faculdades e os professores hospitais federais não recebem o que deveriam receber. Vamos com calma, ministro, vamos com calma para a gente não começar com o Fora, Barros”, dispara Cezar.

Aleluia comentou a frase do chefe do BNDES, Paulo Rebelo, que disse que “a JBS foi um um dos negócios mais bem bolados do BNDES”. “Paulo Rebelo é muito conhecido pelos liberais. Eu acho que essa frase mostra muito bem que a gente não pode ter uma análise econômica de tudo, mas uma visão binária, mas o erro, neste caso, dos liberais foi de analisar as coisas apenas pelo faturamento. Se analisarmos se a JBS foi o melhor negócio do BNDES porque olhou apenas o melhor faturamento, não foi. Eu acho que não é só isso. Se a gente for olhar toda uma estrutura de poder criada no BNDES pra financiar essa maquina politica, não tem como colocar isso como algo bom e é um erro que acontece muito hoje. A gente ver que essa declaração mostra o que eles estão fazendo. É lamentável”, crítica Aleluia.

Ao fazer o balanço dos seis meses de atuação no mandato parlamentar parlamentar na Câmara Municipal, o vereador Aleluia destacou a apresentação de projetos importantes para a cidade para marcar conceitos e valores, a exemplo do Escola sem Partido. “Meu eleitor não vai me ver apresentando 200 projetos no ano. Eu prefiro fazer o poucos projetos bem pensados e que a população queira e que também consiga comunicar e  explicar o que é que eu estou fazendo”, defende.

Cezar disse que nos seis primeiros meses procurou entender a dinâmica da Câmara e trabalhar com projetos ligados à linha da saúde e da deficiência, a exemplo da indicação da construção da primeira quadra adaptada para cegos. “O prefeito ACM Neto adorou a idéia e vai ser construido. O secretário Geraldo Junior abraçou essa ideia”, disse leite que passou pela experiência de jogar bola com os deficientes visuais. Além disso, o vereador colocou um assessor parlamentar autista em seu gabinete. “Não é só projeto, a gente tem que ter tambem atitudes”, disse. “Esse assessor parlamentar autista ajuda a familia. Quando a mãe não esperava, achava que seria um peso, não. Ele trabalha tem sua renda, já está guardando seu dinheiro, comprou seu computador. Antes, a mãe só andava colada com ele, hoje ele já pega o ônibus dele, já virou independente, ajuda muito a familia. Essa é uma sinalização muito bacana muito bacana do que a gente tem feito”, conta Cezar.

Sobre a sessão da última quarta feira (12) que durou, mais de 6 horas, o vereador Cezar Leite considerou a experiência como um exercicio de democracia. “Pra mim foi algo novo que eu nunca tinha passado por tanto tempo em um debate que vai e que volta. Eu sou acostumado a chegar e a resolver e isso de vai e volta me cria uma angústia. Eu acho que faz parte da democracia e eu adoro democracia, mais quando vai e volta dá aquela agonia. Quando cutucaram o cão com a vara curta, quando falaram cadê os bate panela, tive que falar sobre a condenação de Lula comentada por um partido que não tem moral nenhuma pra falar de Sérgio Moro, da Lava Jato, porque a Lava Jato esta imparcial, não tem partido, inclusive, esta investigando o meu partido, investigando todos os partidos”, disse Cezar.

Aleluia falou sobre a capacidade a capacidade da oposição de enrolar e também de judicializar o projeto de desafetação, aassim como aconteceu com o Projeto Escola sem Partido em que PCdoB acionou a justiça para questionar a constitucionalidade do projeto. “É um absurdo o Ministério Público intervir se tem a CCJ. Isso tira a nossa legitimidade como legisladores e isso eu não posso aceitar”, opina Aleluia.

Rafael Santana


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About Rafael Santana

Rafael Bonfim Santana é jornalista com experiência em diversos sites e jornais da Bahia com foco em pautas políticas regionais

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