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DEM está dividido entre Ciro Gomes e Geraldo Alckmin

Em nível nacional, os partidos políticos entram na reta final para definir suas alianças na eleição presidencial. Nesta semana, eles vão intensificar as negociações que podem resultar na definição de apoio entre Ciro Gomes (PDT) ou Geraldo Alckmin (PSDB). Afinal, a partir da sexta-feira (20) começa o prazo para as convenções partidárias. Nesta semana, a convenção mais importante será a do PDT, que oficializará Ciro Gomes como candidato. As de outras legendas com candidato próprio ficaram para o início de agosto, perto do prazo final, dia 5, à espera das definições das alianças para disputa presidencial. Nesse meio tempo, os partidos que não terão candidato próprio podem definir o rumo da eleição.

Depois dos jogos da Copa do Mundo na Russia, as atenções estão voltadas à disputa eleitoral sobre como os partidos vão se posicionar diante do cenário eleitoral. O DEM, presidido por ACM Neto, que lidera o chamado Centrão, composto pelo bloco de partidos como PP, PRB e Solidariedade, não descarta apoio entre Alckmin e Ciro na disputa presidencial.

“Em todas as conversas que a gente vem tendo, não se cogita nesse momento deixar de declarar apoio a um candidato. Essa é um opção que sempre poderá existir, mas eu diria que é a última. Eu acho que não vai acontecer isso. A tendência é que a gente defina sim o apoio por uma candidatura. Vamos ter conversas que vão acontecer amanhã à noite e na quinta-feira ao longo do dia. Eu entendo que esse processo está chegando no seu momento decisivo. Pode ser que uma decisão seja tomada já agora essa semana ou no máximo na outra semana, mas eu entendo que todos os elementos estão aí na mesa. Os últimos que faltam, eu acho que ficarão claros ao longo do dia de hoje, o que portanto, nos permitirá na noite de quarta-feira e ao longo do dia de quinta-feira ter todas as condições e conhecer todas as variáveis, e aí, caminhar para tomar uma decisão”, explica.

O partido comandado por ACM Neto tem dois nomes para serem apreciados pelos democratas em convenção, que podem decidir pelo apoio e aliança a um dos dois pré-candidatos já postos.

“Eu posso falar pelo Democratas. Nós estamos conversando com outros partidos no campo do centro da política brasileira. A nossa perspectiva é que, não apenas o Democratas, mas pelo menos, quatro partidos possam marchar juntos na sua decisão”, disse Neto.

‘Alinhamento e compatibilidade de propostas e programas em defesa de uma agenda para o Brasil’

O DEM está dividido entre Ciro Gomes e Geraldo Alckmin. No último sábado (14), o grupo se reuniu com Ciro Gomes. Na pauta, as preocupações programáticas do DEM, que não abre mão de mudar a reforma trabalhista, como promete Ciro. Foram também discutidas definições claras do pedetista sobre o ajuste fiscal. Há um receio de que ele possa acabar com o teto dos gastos públicos. Ciro prometeu fazer ajustes no seu programa para atrair os partidos do Centrão, que virou Blocão.

Apesar de afirmarem que querem definir uma posição única, há uma possibilidade de divisão do grupo, principalmente, porque o DEM considera que, pelo seu passado e histórico político, não faria sentido se aliar a Ciro, mas a Alckmin. O problema é que há sérias dúvidas dentro do partido sobre a viabilidade eleitoral do tucano.

“Como esse processo praticamente se afunila entre duas hipóteses: Ciro e Geraldo Alckmin, é importante entender que a plataforma, o plano de governo e as propostas de Geraldo Alckmin integram um campo político do qual nós já fazemos parte. Com Ciro, queremos saber se é possível, de fato, avançar para uma eventual aliança. Antes, é preciso saber se há compatibilidade entre propostas e programas. Não imaginem que nós vamos negociar nada com candidato a presidente da República que não tenha esse alinhamento programático, ou seja, uma agenda para o Brasil. A minha preocupação é apenas essa de ter uma agenda para o Brasil. Nós não estamos tratando e nem vamos tratar de cargos, de participação em governo, de absolutamente nada, é apenas uma agenda para o Brasil. É natural que os nossos técnicos estejam conversando com os técnicos de cada um dos pré-candidatos com o objetivo de avaliar a compatibilidade dessa agenda e dessas propostas. Sem isso, nenhum deles terá o nosso apoio”, defende Neto.

Preferência entre Alckmin e Ciro

No DEM, ACM Neto tem se refutado em declarar de público sua preferência por algum candidato à presidência e reforça em dizer que essa decisão será estabelecida de forma coletiva e não individual dentro do partido.

“Ninguém ouviu da minha boca que eu prefiro A, B ou C. Eu não tenho estabelecido publicamente nenhum tipo de preferência. Até porque como presidente do partido, eu tenho a obrigação de traduzir o sentimento e o desejo da maioria do partido, e não apenas a minha opinião. A minha opinião ela tem sido colocada de maneira aberta e transparente nas conversas que a gente vem tendo, mas não há de se antecipar nenhum tipo de preferência, porque são debates internos. A ideia nossa é que uma vez tomada a decisão, ela possa ser apresentada publicamente e validada como uma decisão coletiva e não individual”, responde.

Mathias Jaimes e Rafael Santana com informações do G1

Sobre Rafael Santana

Rafael Bonfim Santana é jornalista com experiência em diversos sites e jornais da Bahia com foco em pautas políticas regionais

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4 Comentários

  1. O melhor que o DEM tem a fazer é apoiar Geraldo Alckmin. Além de terem os ideais muito mais alinhados, Alckmin é melhor que qualquer outro.

  2. Chega de conversas, o DEM e o centrão estará com Geraldo Alckmin se o objetivo for ajudar o país sair da recessão e da corrupção em que se afundou… se não esse o objetivo que esteja do outro lado! #Alckmin2018

  3. DEM vai com o Geraldo!

  4. Geraldo Alckmin tem preparo e experiência.