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Eleições 2016: candidatos já estão na disputa à corrida eleitoral para o pleito em Salvador

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Os candidatos que disputam as eleições municipais deste ano já iniciaram sua caminhada eleitoral visando à disputa municipal ao pleito na capital baiana. Enquanto alguns partidos já têm praticamente todo o cronograma, tática e estratégia da disputa traçados, outras estão iniciando o diálogo interno e externo.

O ano de 2016 chegou e junto com ele algumas surpresas em torno do interesse de alguns deputados estaduais, vereadores e figuras políticas em trocar o legislativo e seus cargos pelo comando de prefeituras e se reelegerem ao legislativo municipal. Desde o ano passado há um clima de expectativa na cidade em torno dos possíveis nomes que encaram as eleições de 2016 como novos candidatos a prefeito e de reeleição a gestão e ao parlamento municipal.

De acordo com a nova legislação eleitoral definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Tribunal Regional Eleitoral seção Bahia (TRE-BA), nas eleições municipais deste ano, os candidatos não contarão com financiamento privado, tempo na TV foi reduzido para o tempo de 30 para 10 minutos, muros não poderão ser pintados nem cavaletes colocados em ruas. Ator decisivo nas últimas eleições locais e nacionais, meio responsável por popularizar, humanizar ou fragilizar candidatos, a propaganda eleitoral na TV sofrerá consequências diretas no pleito municipal deste ano com a proibição de doações de campanha da iniciativa privada.

Tempo e dinheiro curtos obrigam candidatos a apostarem na estratégia ou tática do famoso e popular ‘boca a boca’ ou o ‘corpo a corpo’ durante as eleições municipais.

Entre os profissionais de comunicação da propaganda política, líderes partidários e candidatos, é unânime o entendimento de que os recursos serão escassos. Com menos dinheiro, os custosos programas de TV, que apresentam superproduções nas últimas disputas, terão queda de qualidade perceptível. Tomadas aéreas, efeitos visuais e sonoros, captações cinematográficas em dezenas de ambientes, multiplicidade de câmeras, isso tudo irá se reduzir. Se falta a embalagem, o candidato terá de ganhar mais votos no conteúdo, na estratégia política, discurso certeiro, simpatia e autenticidade. O velho bordão do político que “gasta sola de sapato” para visitar os principais pontos e comunidades da cidade e guetos ainda não perdeu força.

Na terceira semana do mês de agosto deste ano quando se deu o início oficial da campanha eleitoral, candidatos a prefeito e vereador estão com as estratégias traçadas para atrair a atenção do eleitor e se sobressair em relação às propostas dos demais. Mas alguns ainda empregam velhas práticas, já proibidas nas eleições anteriores, e que neste ano devem ser ainda mais fiscalizadas, diante do advento das redes sociais, em que a proliferação de vídeo e imagens é quase instantânea.

A aposta é a exposição nas redes sociais e em visitas aos bairros. Todos já estão usando páginas pessoais na internet, por exemplo, para passar recados e mensagens que não configurem pedido de voto.

Exatamente no dia 02 de outubro, eleitores de Salvador irão votar e escolher seus candidatos a vereador e prefeito, decisão essa que poderá haver duvida entre esse e aquele candidato. Em Salvador, a cidade se prepara para uma possível disputa que vai fica marcada na história da política na capital baiana, onde são sete os candidatos a prefeito.

Com a mudança de regras, os concorrentes se preparam para uma eleição considerada “fase de teste”. Os discursos iniciais dos concorrentes mostram que o foco na solução dos problemas da cidade e tentativas de desconstruir os adversários com suas vidas pregressas deverão permear os debates. Na disputa pela cadeira mais poderosa do Palácio Tomé de Souza estão o atual prefeito ACM Neto (DEM), que tenta a reeleição, Alice Portugal (PCdoB), Célia Sacramento (PPL), Claudio Silva (PP), Fábio Nogueira (PSOL), Pastor Isidório (PDT) e Rogério da Luz (PRTB).

A configuração desta disputa é bem diferente da colocada em 2012. Naquele ano, Salvador já vivia uma crise política e havia candidato à reeleição com o prefeito João Henrique.

Não resta dúvida que opção é que não vai faltar durante a disputa eleitoral em Salvador, onde a população escolherá o futuro prefeito e seus vereadores para o próximo mandato. Na capital baiana, a campanha deve ser bem intensa, haja vista, que os dois candidatos a prefeito, ACM Neto (DEM) e Alice Portugal (PCdoB) irão fazer uma ‘competição’ acirrada, disputando voto a voto do eleitorado, sem deixar de citar os demais postulantes que também desejam chegar ao executivo municipal.

ACM Neto (DEM) – Atual prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) desponta como forte candidato com grandes chances de se reeleger na tentativa de reconquistar o executivo municipal. Neto parte novamente para a disputa e terá como adversária a candidata Alice Portugal (PCdoB) que será uma disputa acirradíssima.

Alice Portugal (PT-PCdoB) – Atuando em seu mandato como deputada federal, Alice Portugal tem forte ligação com a cidade de Salvador e com a militância comunista de esquerda formada por trabalhadores, lideranças sociais e representantes da educação e do movimento estudantil. Com uma conduta reconhecida durante toda a sua militância e diante de seus apoiadores e aliados, a parlamentar se apresenta como candidata à prefeita de Salvador como alternativa de resistência na chapa do PT com o seu partido, o PCdoB, mas terá pela frente a resistência que uma parte da população tem contra o Partido dos Trabalhadores, legenda que comanda atuamente o governo do Estado. A candidata comunista terá pela frente uma disputa acirrada contra o atual prefeito que tem feito, conforme a sociedade e a opinião pública, uma gestão muito além do esperado.

Celia Sacramento (PPL) – iniciante na disputa como candidata a prefeita de Salvador, Célia Sacramento foi vice-prefeita do atual prefeito ACM Neto eleito em 2012, que foi o mais votado em Salvador. Com serviços prestados como vice-prefeita na capital baiana, Célia Sacramento se destacou pela experiência acumulada durante seu cargo de vice-prefeita no executivo municipal, o que tornou o seu nome lembrado para a disputa municipal deste ano.

Cláudio Silva (PP) – o candidato Cláudio Silva vem como um bom nome do PP para disputar a prefeitura de Salvador. Com fortes ligações com o município em sua experiência como superintendente da Sucom durante a gestão do hoje ex-prefeito João Henrique, é considerado uma das apostas do PP para conseguir desbancar o atual prefeito ACM Neto.

Fábio Nogueira (PSOL) – a candidatura do socialista Fábio Nogueira é considerada pelo partido como uma alternativa para o momento de crise de representatividade no município. O PSOL já iniciou o debate sobre a disputa municipal deste ano 2016, ressaltando que a sigla terá candidatura própria em Salvador, buscando repetir a Frente Socialista de Esquerda, com os partidos PCB e PSTU.

Pastor Isidório (PDT) – Pastor Isidorio, ao se licenciar como deputado estadual, se apresenta como candidato à prefeito de Salvador. Evangélico por convicção, o candidato conta com a força evangélica na capital para ajudar no seu projeto político. Com forte inserção no meio evangélico e com votações sempre consagradoras para deputado estadual no município, Pastor Isidório é a opção do PDT para as eleições de 2016. Ligado aos profissionais da segurança e defensor dos valores morais da família cristã, Isidório usará destas bandeiras para conquistar a cadeira no executivo municipal de Salvador.

Rogério da Luz (PRTB) – Com o seu jeito descontraído e espirito esportivo na política, o candidato Rogério da Luz dispõe de pouca estrutura em relação aos demais candidatos, mas suas posições fortes e contundentes e sua veia cômica, o coloca no hall dos candidatos como uma figura política que sempre dá o ar da graça durante o debate e a disputa eleitoral.

As últimas eleições municipais abriram novas perspectivas e esperança para o povo de Salvador. O resultado das urnas deu início a um novo processo de renovação na capital baiana e, certamente, muitos segmentos políticos vão ganhar e lideranças rejeitadas começam a perder espaços para o novo. Renovação é a palavra de ordem do atual quadro político do Brasil.

A partir desta renovação começam a despontar candidatos para conduzir este processo. O momento é de mudanças de gerações, de pensamentos e de comportamentos. Se percebe claramente que os antigos lideres cada vez mais perdem espaços, fato que empurra os mais jovens para a frente, especialmente, em se tratando de Câmara Municipal. Salvador, mais uma vez, mostra que é necessário mudar e a renovação é o caminho para se começar uma nova fase na vida de todos.

O novo é uma exigência da sociedade. O importante é a população não entrar em aventuras  e perceber que as eleições municipais têm sua lógica própria. O eleitor segue preferências específicas dos problemas vividos pelas cidades.   Existe um desgaste natural nos nomes dos candidatos mais antigos.  Os nomes mais conhecidos e que são facilmente identificados pelos eleitores meses antes das eleições, sofrem rejeições ao longo do processo eleitoral.

As eleições fazem surgir novos personagens políticos e sepultam outros. Os velhos não querem perder espaço. Os jovens que surgem viram a bola da vez, já outros se apagam. A política de Salvador vivencia um processo que tem como resultado o surgimento de lideranças deste desafiante padrão eleitoral. São caras novas que representam partidos que estão em busca de um novo protagonismo no cenário político da cidade.

Tudo indica que nestas eleições vamos ter surpresas e os ventos apontam para as novas lideranças que estão surgindo e se organizando utilizando a mobilização tecnológica dominada pelos jovens. Alguns políticos já demonstram que a partir dos resultados das últimas eleições passaram a conquistar simpatizantes pelo novo, pelo jovem e que os eleitores estão cansados das promessas dos desacreditados políticos da velha guarda que não querem largar a rapadura e nem tão pouco o osso do poder conquistado de forma fantasiosa.

Muitos políticos novos e mais jovens que são candidatos em Salvador saíram na frente e sabem do compromisso que vão ter para conquistar o eleitorado utilizando estas ferramentas. O apoio que tiveram vão refletir diretamente nas próximas disputas e nem sempre a estrutura partidária e o carisma são mais importante do que o conteúdo das propostas dos postulantes ao executivo e legislativo municipal.

Durante as eleições, as urnas separam vitoriosos e derrotados. O alto índice de abstenção, votos em branco e nulo que ocorreu na última disputa em Salvador, são um alerta para a sociedade. O momento agora é de reflexão. É preciso avaliar a disputa em Salvador que sinaliza o desempenho das forças políticas e das novas lideranças que se preparam para o pleito municipal deste ano.  O novo deve ser vencedor e o que se espera nestas eleições são resultados capazes de mostrar que ainda existe espaço para se fazer política séria e consistente na capital baiana.

Rafael Santana/Imagem: Reprodução A Tarde


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About Rafael Santana

Rafael Bonfim Santana é jornalista com experiência em diversos sites e jornais da Bahia com foco em pautas políticas regionais

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