Principal / Destaques / Hilton Coelho questiona fechamento de escolas públicas

Hilton Coelho questiona fechamento de escolas públicas

Na manhã desta segunda-feira (17), a Comissão de Educação, Esporte e Lazer, da Câmara de Salvador realizou, no auditório do edifício anexo Bahia Center, audiência pública para debater o fechamento de escolas públicas estaduais. A atividade foi presidida pelo vereador Hilton Coelho (PSOL). “Está em andamento uma política de fechamento nas escolas estaduais. Seja pelo bloqueio de matrículas, alegação de falta de demanda e recursos ou de sucateamento. Não existe diálogo junto com os professores”, denunciou Hilton.

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) também declarou que é preciso lutar por um modelo de estado que garanta direitos sociais e fundamentais: “O caminho que o governo estadual segue, não garante direitos básicos. Somos uma sociedade democrática e devemos, sim, lutar por cada um deles”.

Para o vereador Sílvio Humberto (PSB), é estranha a alegação de fechamento de colégios por conta de problemas elementares: “Na humanidade temos um nível tão grande de avanço tecnológico que já falamos em inteligência artificial. Paralelamente, temos adversidades tão básicas em nossas escolas que se encontram aqui do nosso lado. Não temos princípios em nossas políticas de Estado, sabemos que nossos resultados na educação não são bons”.

Já a vereadora Marta Rodrigues (PT), líder da bancada da oposição, sugeriu que os participantes da audiência fizessem um documento coletivo, para que todas as questões abordadas fossem encaminhadas à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia.

Impasses / A ouvidora geral do Estado, Vilma Reis, argumentou que existe racismo institucional. “Só negros ou pobres que estudam na rede pública. A sociedade tem o dever de se levantar para evitar um horror, pois nossas escolas evitam a morte de muitos jovens. Não se pode tomar atitudes de fechar unidades de ensino sem consultar a opinião da população”, defendeu.

O professor Jorge Tavares declarou que as escolas não se resumem a prédios, exercendo forte papel social dentro das comunidades. “Com o esvaziamento das escolas, pela política de enxugamento de custos e a falta de manutenção dos prédios escolares, os nossos estudantes ficarão vulneráveis à violência e ao crime organizado”, frisou.

Conforme o representante da APLB/Sindicato, Marcos Barreto, é necessário lutar pela clareza dos papéis de cada instância de poder: “A responsabilidade do ensino infantil é do Município, o ensino médio é do Estado e o ensino fundamental a responsabilidade é compartilhada”. Também participaram da mesa de trabalho a conselheira tutelar Ângela Paz, o professor de história Edemir Brasil, a estudante Vivian Reis e Givaldo Ribeiro, representando os pais de alunos da rede estadual.

Sobre Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

Leia também!

Bruno Reis deve dispensar 50% do secretariado de Neto, aponta Jornal

A coluna Satélite do Correio da Bahia cravou que o prefeito eleito Bruno Reis deve ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *