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Kiki Bispo apresenta pedido de instalação da CEI para investigar acidente em Mar Grande

Crédito: Rafael Santana / TV Servidor

A Câmara Municipal pode aprovar em sessão ordinária na próxima quarta-feira (5), um requerimento, de autoria do vereador Kiki Bispo (PTB), que pede a instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CPI) para investigar as causas e possíveis culpados pelo acidente que envolveu a lancha Cavalo Marinho I, na Baía de Todos os Santos, ocorrido na quinta (24), e que deixou 19 pessoas mortas. O parlamentar apresentou e protocolou durante sessao ordinaria de quarta (28), o pedido para instalação da CEI com 23 assinaturas, sendo que é necessário os votos de 29 vereadores para o colegiado ser aprovado em plenário.

Antes de entrar em votação, a Câmara vai apreciar e avaliar ainda a proposição do vereador Kiki Bispo que pretende apurar o acidente que envolveu a embarcação que estava com 120 pessoas, 116 passageiros e quatro tripulantes, as responsabilidade sobre o acidente e discutir melhorias na travessia Salvador-Mar Grande.

Conforme Kiki Bispo, a CEI é para investigar o acidente ocorrido na Baía de Todos os Santos e apontar os responsáveis, como a Agerba e a a Capitania dos Portos, que são responsáveis pela fiscalização e pela concessão da travessia. Ainda conforme o vereador, foram colhidas 23 assinaturas no pedido que já entrou na Ordem do Dia, mas precisa de 29 votos para ser aprovado em plenário. O parlamentar disse que vai trabalhar para convencer todas as bancadas da Casa em aprovar o pedido de instalação da CEI na próxima quarta-feira, que se aprovada, terá um prazo de 90 dias previsto pelo Regimento Interno da Casa para concluir os trabalhos com apresentação de relatório final sobre sobre a apuração e investigação do acidente.

“Primeiro é instalar a CEI, depois, se reúne os colegiados para poder buscar a proporcionalidade em torno dos membros. A partir daí, se forma uma Comissão Especial de Investigação para investigar todos os fatos. Vamos ouvir, apurar, buscar responsáveis e contribuir para que os culpados sejam punidos e que, sobretudo, a concessão seja respeitada e que a travessia seja melhorada”, garante.

“Em torno de 90 dias é o prazo previsto pelo Regimento Interno da Casa. É um prazo razoável para que a gente possa se debruçar e interagir com outros entes, como a Câmara Municipal de Vera Cruz, que já montou uma comissão, o Ministério Público que já está apurando, e também a Capitania dos Portos”, informa Bispo.

A lancha naufragou cerca de 10 minutos após deixar o Terminal Marítimo de Mar Grande com destino a Salvador. A Secretaria de Saúde da Bahia informou que 89 pessoas haviam sido resgatadas com vida para unidades de saúde do estado. Dentre elas, 70 foram na Unidade de Pronto Atendimento, em Mar Grande; 15 para o Hospital Geral de Itaparica; dois no Hospital do Subúrbio e dois no Hospital Geral do Estado, ambos em Salvador.

Após o naufrágio que deixou 19 mortos na Baía de Todos-os- Santos, a Câmara de Vereadores de Vera Cruz abriu uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as responsabilidade sobre o acidente, e discutir melhorias na travessia Salvador-Mar Grande. A CPI foi instalada na terça-feira (29).

As causas do acidente devem ser divulgadas em inquérito aberto pela Capitania dos Portos e pela Polícia Civil, em um prazo de 90 dias, contados desde o acidente que ocorreu no dia 24 de agosto.

Acidente

A lancha Cavalo Marinho I virou por volta das 6h30 de quinta-feira, cerca de 10 minutos após deixar o Terminal Marítimo de Mar Grande, que fica no município de Vera Cruz, localizado na Ilha de Itaparica. A embarcação tinha como destino Salvador e estava a aproximadamente 200 metros da costa quando o acidente aconteceu. A viagem dura aproximadamente 45 minutos.

As 19 pessoas que morreram no acidente já foram identificadas. São 13 mulheres, três homens e três crianças. Os corpos foram periciados no Departamento de Perícia Técnica (DPT) de Salvador e na unidade de Santo Antônio de Jesus.

A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) informou que 89 pessoas haviam sido resgatadas com vida. Dentre os sobreviventes resgatados, 70 foram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Mar Grande; 15 foram para o Hospital Geral de Itaparica; dois estiveram no Hospital do Subúrbio e dois no Hospital Geral do Estado (HGE), ambos em Salvador.

Em nota, a CL Transportes, dona da embarcação Cavalo Marinho I, lamentou a tragédia e se solidarizou com as vítimas do acidente, além de reforçar que a embarcação estava regular, com todas as vistorias em dia. A empresa informou, ainda, que presta assistência às famílias das vítimas com uma equipe formada por médicos, psicólogos e assistentes sociais.

Rafael Santana com informações do G1 Bahia

Sobre Rafael Santana

Rafael Bonfim Santana é jornalista com experiência em diversos sites e jornais da Bahia com foco em pautas políticas regionais

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