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Marta Rodrigues lamenta citações de políticos do PT em delações da Odebrecht

Crédito: Mathias Jaimes/TV Servidor

A vereadora Marta Rodrigues (PT) comentou em entrevista ao TV Servidor na terça-feira (18) sobre os políticos citados nas delações da Odebrecht, entre eles, o governador Rui Costa e o ex-governador Jaques Wagner, por suposto recebimento de doação de recursos por meio de caixa 2 para as campanhas eleitorais.

Nas delações da Odebrecht que envolveram o governador Rui Costa e o ex-governador Jaques Wagner, a petista disse que espera isenção na apuração do conteúdo das denúncias reveladas pelas citações. “O que se espera é que da parte do ministro Fachin, que trouxe os nomes a tona de um lado e do outro, é que haja isenção e que seja apurado, seja ele de que lado for. Isso nós precisamos ter a tranquilidade e que o ministro exerça isso de forma imparcial para não tomar posição ou partido nem de um lado e nem de outro. Se tem a denúncia, a denuncia precisa ser apurada e, se comprovada, tem que tomar as medidas cabíveis. Eu concordo que tem que ir até o final de todas as denúncias, partam de onde queira partir. Todo mundo tem que estar aberto paa responder suas denúncias, aquilo que foi envolvido e que apuração tenha toda essa dimensão de ir a fundo. A gente não pode julgar e condenar antes de ir buscar provas. O Executivo e  o legislativo estão, no momento, passando por uma fase muito delicada, difícil e de descrédito da população”, disse Marta.

Questionada se o governo do estado deveria deixar a relação e suspender os contratos com a Odebrecht diante das delações da empreiteira que envolve uma série de políticos, a vereadora disse que “se esses contratos foram pactuados dentro da legalidade e se estar construindo a obra com a fiscalização e com monitoramento devido, não tem porque suspender”. “A forma como o próprio Emílio Odebrecht colocou foi de uma forma de deboche, colocando as denúncias em uma situação tão grave no país, e isso também é ruim. Acho que isso vale para o governo federal, estadual e municipal. Se a gente fez um contrato, pactuou as partes envolvidas que não tenham nenhum problema, porque parar? O que está na mira sendo investigado tem que continuar, mas se tem alguma obra que está andando bem não tem que parar, não, porque se pára o país isso tem reflexo direto no desemprego e são obras que estão caminhando. Agora, se tem irregularidade tem que suspender”, disse.

Perguntada se a falta de quórum que derrubou as sessões na semana passada na Câmara tem ligação com as delações da Odebrecht, Marta disse que foi muito ruim não ter quórum na Casa. “Porque temer. Que se Esclareça. Não tem que ter medo de dizer a verdade. É isso que a população quer. O que a Câmara precisa é de 14 vereadores para abrir uma sessão e para ter um debate. Se a gente com 43 não consegue 14 para a gente abrir e fazer o debate das ideias e do contraditório, é isso que a população não espera. Isso é um desgaste pra gente porque tem gente na galeria e essas pessoas esperam os 43 vereadores porque algumas delas votaram em um dos 43 vereadores. Quando vem até o plenário da Câmara, é porque quer ver o debate e espera de nós um debate qualificado, não é baixar o debate, acusar por acusar. Nós precisamos fazer o debate”, disse Marta.

Rafael Santana


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About Rafael Santana

Rafael Bonfim Santana é jornalista com experiência em diversos sites e jornais da Bahia com foco em pautas políticas regionais

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