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“Mulheres negras e unidas é o lema do futuro”, diz Marta Rodrigues

A vereadora Marta Rodrigues (PT) parabenizou todas as mulheres negras pela passagem do Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela (25 de julho). Conforme a vereadora, essa data reforça a importância dessas mulheres que ainda sofrem com desigualdades, discriminações e sequelas sociais da escravidão. “Esta data é muito importante para nós mulheres negras, pois nos fortalece como cidadãs, reforça nossos direitos e nossa luta. As mulheres negras estão expostas a todos os vieses do racismo: a solidão, a violência policial, ao silenciamento, ao encarceramento, à exclusão dos espaços de decisão, aos menores salários e à violência doméstica. O Atlas da Violência de 2019 mostra que, além de serem as mais afetadas na violência doméstica, 60% de todas as mulheres assassinadas no Brasil eram negras”, afirma.

A data foi fruto do encontro de grupos femininos negros, em 1992, de 32 países da América Latina e do Caribe em Santo Domingo, na República Dominicana, para denunciar opressões e debater soluções na luta contra o racismo e o sexismo. Junto à Organização das Nações Unidas (ONU), milhares de mulheres negras do mundo levaram pautas sociais e violências cotidianas. “Considerando a importância dessa data, Dilma instituiu em 2014 o 25 de julho como Dia Nacional de Teresa de Benguela, uma grande líder do movimento negro e resistência quilombola, um exemplo. O dia de hoje é para reverenciar, pois só a união de mulheres negras vai conseguir mudar a realidade”, declarou.

União – Ainda de acordo com a vereadora Marta Rodrigues, se faz urgente fortalecer a união das mulheres negras no Brasil, criar redes e plataformas digitais, para transformar essa realidade, a começar pela ocupação delas nos espaços de poder e de decisão na sociedade.

“Segundo dados do TSE, menos de 5% das cadeiras de vereadores, que são cerca de 57 mil, são ocupadas por mulheres negras e pardas. A baixa representatividade reflete diretamente na ausência de políticas sociais e desse esquecimento do povo negro, é uma necropolítica, uma forma de dar continuidade ao racismo e ao genocídio do povo negro”, disse.

Para Marta, a pandemia aumentou todas as agressões e retiradas de direito do povo negro e da mulher negra e evidenciou a gravidade do que está por vir. “A doença, para piorar, tem levado mais negros a óbito, que vítimas das desigualdades sociais, contêm as comorbidades que agravam a doença”, sinalizou.

Diante do aumento de números de violência doméstica no Brasil, a vereadora apresentou dois projetos na Câmara. Pede a criação da delegacia da mulher digital para facilitar denúncias e a destinação de 5% das vagas de hotéis e pousadas para mulheres vítimas da violência doméstica e seus filhos até 11 anos. Ambos os projetos são pautados nos movimentos de mulheres, conforme afirma Marta.

Sobre Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

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