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Petistas descartam ideia de mudar de partido

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O Partido dos Trabalhadores (PT) sofre ainda com o declínio da legenda diante do baque da derrota eleitoral e da redução no número de prefeitos eleitos na Bahia (saiu de 92 em 2012 para 39 em 2016). Além disso, terá que se deparar com a iminência da perda de políticos com mandato, incluindo quadros históricos.

No partido, nomes como dos deputados federais Jorge Solla (um dos precursores da sigla na Bahia) e Luiz Caetano (filiado e militante histórico ao lado do ex-governador Jaques Wagner) teriam confessado aos mais achegados preocupações em relação às eleições de 2018, quando provavelmente tentarão se reeleger.

Caetano sofreu derrota na disputa pela prefeitura de Camaçari neste ano, cidade que governou por dois mandatos consecutivos e elegeu seu sucessor, o atual prefeito, Ademar Delgado. Apesar da derrota, o petista confessou a pessoas próximas que não vai desistir de retornar ao comando da maior cidade da Região Metropolitana de Salvador, devendo concorrer as próximas eleições).

No momento, portanto, Jorge Solla e Luiz Caetano preferem não deixar transparecer sobre o assunto. A assessoria do deputado Jorge Solla nega que ele esteja pensando em deixar o PT.

Quem estava também pensando na ideia de deixar o PT é o vereador reeleito de Salvador Luíz Carlos Suíca. Mas ele descartou a possibilidade, embora admita sua insatisfação com os rumos que o partido traçou após ter chegado a Presidência da República.

“Não é de hoje que querem me tirar do partido, mas eu continuo no PT. Só não posso me abster da minha insatisfação com todos esses escândalos de corrupção e com a situação que a atual direção do partido não soube lidar. Não tenho vergonha do meu partido, em campanha usei a cor, a camisa, o slogan, tudo voltado para o partido. Tive dificuldades, mas na periferia é todo mundo trabalhador e sabe reconhecer quem trabalha”, disse Suíca.

O vereador avalia também a “necessidade de o PT se reinventar”, sobretudo, voltando a se aproximar dos movimentos sociais e da militância.

“Acredito que o partido tenha de criar alternativas para que possamos ter autonomia. O PT deveria fazer isso, dar autonomia e valorizar os honestos e as honestas. A direção atual se perdeu no caminho e não conseguiu mais encontrar um norte para cuidar das pessoas, e cada um passou a cuidar dos seus. E vemos isso em escalas nacional, estaduais e municipais. O Processo de Eleição Direta do PT é saudável, e precisa voltar a acontecer em todos os âmbitos, até na escolha de candidatos para a disputa de cargos do Executivo”, fecha Suíca.

Diante do crescimento dos partidos considerados de direita nas eleições deste ano em todo o país, com destaque para PSDB e DEM, o PT carrega ainda sobre as costas os casos de corrupção que envolvem políticos de envergadura do partido, até mesmo o ex-presidente Lula, que já é réu na Operação Lava Jato, e o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que, no pensamento dos próprios petistas, inevitavelmente enfraqueceria o partido já no pleito de outubro último em todo o Brasil.

 Foto: ASCOM/Reprodução Site Jornal Grande Bahia


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About Rafael Santana

Rafael Bonfim Santana é jornalista com experiência em diversos sites e jornais da Bahia

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