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Setembro Amarelo. Como reconhecer e auxiliar pessoas com pensamentos suicidas?

Arquivo / Agência Brasil

Criado há poucos anos, o Setembro Amarelo já se tornou uma data de referência para divulgação e prevenção ao suicídio. Durante o mês diversas entidades da área de saúde realizam campanhas e debatem o assunto. Para ajudar a entender mais sobre o tema, Claudia Vaz, professora do curso de Psicologia da UNIFACS explica porque é importante tratar do assunto. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 800 mil pessoas no mundo tiram a própria vida a cada ano, o que corresponde a um suicídio a cada 40 segundos. “Esse é um problema grave que afeta pessoas em diferentes momentos da vida. É um assunto que merece sempre nossa atenção e não apenas no mês de setembro”, declara.

“Normalmente se inicia com uma ideação suicida, pensamentos, sentimentos, desejo de não existir mais. Muitas vezes a pessoa que passa por essa situação não encontra alguém com quem falar desses pensamentos e sentimentos”, explica a psicóloga.

Ela também aponta que, nesse momento de pandemia, o distanciamento social funciona como um fator de risco. Entre outros fatores que podem contribuir para o problema estão: histórico familiar, histórico de transtorno mental ou mesmo históricos de abuso e agressão. Entre outras questões de natureza social e econômica.

Sinais – De acordo com a psicóloga, é preciso perceber os sinais dados pela pessoa. “É necessário observar o comportamento, o que a pessoa diz e dar espaço para ela poder falar. Podemos observar se a pessoa está desmotivada, até mesmo para cuidar de si, da sua alimentação, dos seus hábitos de higiene. Em idosos vemos que muitos deixam de tomar medicação, de se alimentar, têm uma tristeza e uma infelicidade muito constante”, elenca.

Idade – Não existe uma idade específica em que o problema possa se manifestar, acomete desde crianças e adolescentes até idosos. Segundo dados de 2016 da OMS, aconteceram mais de 200 mil casos em pessoas com idade entre 10 e 29 anos. Entre jovens com idade entre 15 e 29, é a segunda causa de morte, perdendo apenas para acidentes de trânsito.

“Tratar desse assunto é também falar da vida, da necessidade de políticas públicas, falar de direitos, da qualidade de vida que precisamos ter. Quem busca essa alternativa são pessoas de todas as idades e que, de alguma forma, desejam comunicar algo com esse ato”, comenta Claudia.

Ajuda – A psicóloga explica que a principal forma de auxiliar uma pessoa com pensamentos suicidas é através da escuta. “Isso é fundamental: que ela possa expressar seus sentimentos, seus pensamentos. Deixar que a pessoa fale, sem emitir julgamentos”. Também de acordo com ela, frases como “não fique assim”, “a vida é boa”, “a vida é bonita, tenha fé” não ajudam. “O que a pessoa precisa é de acolhimento e da ajuda de um profissional”, completa.

Setembro Amarelo – É uma campanha de prevenção ao suicídio e está associada ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, dia 10 de setembro. Teve início em 2015 e atualmente é uma iniciativa que faz parte dos projetos do Conselho Federal de Medicina, do Conselho Brasileiro de Psiquiatria e do Centro de Valorização da Vida (CVV). A cor está relacionada à história de um rapaz que estava em um carro amarelo quando tirou a própria vida. Para dar visibilidade ao tema, amigos e familiares distribuíram fitas amarelas em seu sepultamento.

Sobre Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

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