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Vereadores constatam em blitz degradação do Sistema Ferry Boat

Foto: Reprodução

“Vamos exigir do governador Rui Costa que revogue esse aumento absurdo das tarifas do sistema Ferry Boat (reajustado em 25 de julho) e depois trate, como deve ser tratado, com fiscalização e multa, para que o serviço funcione como o povo merece”, afirma o vereador Kiki Bispo (PTB), na manhã de sexta-feira (4), ao fazer uma blitz nas embarcações que fazem a travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica. Participaram da fiscalização os vereadores Felipe Lucas (PMDB), Rogéria Santos (PRB), Téo Senna (PHS) e Beca (PPS).

Dentro do ferry Agenor Gordilho, depois de conversar com diversos usuários, Kiki Bispo constatou que a tarifa cobrada não condiz com a realidade do serviço prestado. “Ouvi de um senhor, citando o estatuto da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba), que a passagem deveria ser mais barata do que a do ônibus. Além dessa questão, conferi in loco que as embarcações não melhoraram em nada, como fora prometido, faltando ar condicionado, acessibilidade e estrutura como um todo”, constata o vereador.

Conforme Kiki, “a Internacional Travessias Salvador prometeu melhorar a qualidade do serviço, mas poucas coisas foram feitas”. A empresa foi criada para administrar o Sistema Ferry Boat de Salvador a partir da concessão adquirida pela Internacional Marítima em processo licitatório realizado pela Agerba, que administra o sistema de transporte.

“Por conta deste descaso, vamos fazer uma reunião com a regional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil, com o Ministério Público do Estado da Bahia, com o Tribunal de Contas do Estado e com a Agerba para buscar a melhoria do sistema ferry boat que está em péssima condição”, informa Kiki.

Mesmo entendimento do “sucateamento do Sistema Ferry Boat” tem o vereador Téo Senna, que há 40 anos frequenta a Ilha de Itaparica. “O momento é triste e caótico. O ferry está muito degradado e as pessoas e os carros usam o mesmo acesso, o que é um perigo”, constatou. Téo considerou extorsivo o aumento da tarifa de passageiro, que passou de R$ 4,80 para R$ 5, durante a semana, e de R$ 6,40 para R$ 6,70, no fim de semana e feriado. “O valor é muito caro para o serviço oferecido. Falta bebedouro e as condições de higiene são péssimas”, acrescenta.

“O banheiro feminino é muito sujo e o Ferry Boat não tem estrutura para atender uma pessoa com deficiência”, afirma a usuária Aidê. Ela faz uso diário da embarcação ao levar a pequena Edna para fazer tratamento de saúde na Ilha de Itaparica. “As dificuldades são muitas, não tenho apoio nenhum na hora do embarque e desembarque. Além do mais, pago duas passagens”, relata.

Fonte: Secom/CMS

 


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About Rafael Santana

Rafael Bonfim Santana é jornalista com experiência em diversos sites e jornais da Bahia com foco em pautas políticas regionais

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